5 filmes e séries de TV recomendados pra quem ama videogames

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Murilo Martouza

De Mortal Kombat II a The Last of Us, reunimos 5 filmes e séries de TV recomendados pra quem ama videogames e quer ver adaptações que fazem justiça aos jogos que inspiraram milhões de fãs.

Montagem vertical dividida em cinco colunas, mostrando personagens das produções citadas na matéria. Da esquerda para a direita: Kitana e Johnny Cage de Mortal Kombat II; Lara Croft na versão da série animada; Lara Croft interpretada por Alicia Vikander; close-up estilizado nos rostos de Jinx e Vi de Arcane; e por fim Ellie e Joel de The Last of Us olhando sérios.

Durante muito tempo os fãs de videogames acreditaram que nunca teriam boas adaptações de seus jogos favoritos pro cinema e TV, mas de uns tempos pra cá essa realidade tem mudado aos poucos, com uma leva de bons filmes e séries de TV inspirados em jogos de console e PC. Atenção: essa lista traz histórias altamente recomendadas pra amantes de games.

Filmes e séries baseados em videogames que valem seu tempo

Reunimos 5 adaptações de videogames que funcionam muito bem tanto pra fãs dos jogos quanto pra quem só quer assistir uma boa história. As produções não só tentam recriar o que está nos jogos, mas também expandem seus universos. Tem adaptação de clássicos de PlayStation e Xbox, além de sucessos que nasceram no PC.

Mortal Kombat II (2026)

Foto promocional do filme Mortal Kombat II. No centro, o personagem Johnny Cage cruza os braços usando óculos escuros e jaqueta de couro marrom. Ao fundo, o cenário é dividido por fumaça azulada à esquerda, onde estão Kitana e um ninja encapuzado, e fumaça avermelhada à direita, destacando o vilão Shao Kahn com seu capacete de caveira e outro guerreiro.

Depois dos acontecimentos de Mortal Kombat (2021), os guerreiros da Terra voltam a enfrentar os inimigos de Outworld em uma disputa que coloca o destino do planeta em jogo. Personagens clássicos dos games como Johnny Cage (Karl Urban), Scorpion (Hiroyuki Sanada), Liu Kang (Ludi Lin), Kitana (Adeline Rudolph) e Shao Kahn (Martyn Ford) ganham espaço em uma história que abraça de vez o torneio que tornou a franquia famosa nos fliperamas e consoles.

Quem cresceu jogando Mortal Kombat no Mega Drive, Super Nintendo, PlayStation ou nos arcades provavelmente vai terminar o filme com um sorriso no rosto e querendo uma continuação. Além das sequências de luta que deixam na ponta da cadeira, o filme entende a importância das referências aos jogos sem depender só da nostalgia. O humor aparece na medida certa, o visual impressiona e, surpreendentemente, o roteiro é simples e funciona.

Mortal Kombat II | 2026 | Direção: Simon McQuoid | 1h 50min | Classificação: 16+ | Onde assistir: Google Play Filmes, Prime Video e YouTube

Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft (Tomb Raider: The Legend of Lara Croft, 2024) 

Cena da animação Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft. A arqueóloga Lara Croft é mostrada em primeiro plano, em uma pose de ação dinâmica de frente para a tela. Ela puxa com firmeza a corda de um arco e flecha moderno preto, apontando diretamente para o espectador com um olhar focado e determinado.

A série animada acompanha Lara Croft (Hayley Atwell) em uma nova aventura após os eventos da trilogia Survivor dos jogos. Enquanto investiga artefatos misteriosos espalhados pelo mundo, a arqueóloga precisa lidar com ameaças que colocam em risco não apenas sua missão, mas também o legado construído ao longo dos games mais recentes da franquia.

Pra quem passou horas explorando tumbas nos jogos lançados pra PlayStation, Xbox e PC, a série funciona quase como uma continuação oficial. Os episódios são curtos, o ritmo é ágil e a história expande elementos que ficaram em aberto depois do game Shadow Of The Tomb Raider. Ao mesmo tempo, a animação é acessível pra quem nunca jogou nada da franquia. É o tipo de animação fácil de maratonar em um fim de semana.

Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft | 2024 | Criação: Tasha Huo | 16 episódios em 2 temporadas (30 min por episódio) | Classificação: 14+ | Onde assistir: Netflix

Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider, 2018)

Pôster do filme Tomb Raider: A Origem. A atriz Alicia Vikander, interpretando Lara Croft, aparece em plano médio contra um fundo de céu nublado e tempestuoso. Ela veste uma regata cinza suja, calça cargo, tem faixas nas mãos e arranhões no braço. Ela segura firmemente um machado de escalada vermelho, olhando fixamente para o lado.

Lara Croft (Alicia Vikander) é uma jovem determinada que decide investigar o desaparecimento do pai, Richard Croft (Dominic West). A busca a leva até uma ilha isolada repleta de perigos, onde ela precisa aprender a sobreviver enquanto desvenda um antigo mistério.

Inspirado diretamente no jogo reboot lançado em 2013, o filme reproduz vários momentos marcantes da jornada de sobrevivência da personagem. Além de agradar quem já era fã da Lara Croft dos videogames, também funciona como um bom filme de ação e aventura por conta própria. E pra quem tem carinho pelos filmes estrelados pela Angelina Jolie, essa versão traz uma Lara mais humana e vulnerável sem perder o espírito aventureiro que a tornou tão popular.

Tomb Raider: A Origem | 2018 | Direção: Roar Uthaug | 1h 58min | Classificação: 12+ | Onde assistir: Claro TV+, Google Play Filmes, Prime Video e YouTube

Arcane (2021)

Ilustração estilizada da série Arcane. Do lado esquerdo, destaca-se o perfil gigante da personagem Vi, com cabelo rosa curto e marcas no rosto. Do lado direito, aparecem vários outros personagens em tamanho menor, incluindo Jinx com suas tranças azuis em primeiro plano, além de Caitlyn, Jayce, Viktor e Mel Medarda sobrepostos a uma vista aérea da cidade dourada de Piltover.

Ambientada no universo de League of Legends, a série acompanha o relacionamento turbulento entre as irmãs Vi (Hailee Steinfeld) e Jinx (Ella Purnell). Enquanto conflitos políticos e sociais crescem entre as cidades de Piltover e Zaun, as duas acabam seguindo caminhos diferentes em um mundo marcado por desigualdade, alta tecnologia e disputas de poder.

Mesmo tendo como base um jogo de PC com um universo gigantesco, Arcane não exige qualquer conhecimento prévio de League of Legends. A animação impressiona pelo visual único, mas é o roteiro que realmente conquista. Entre dramas familiares, críticas sociais e personagens cheios de camadas, a série entrega uma história emocionante capaz de fazer rir, chorar e torcer por personagens que vivem cometendo erros.

Arcane | 2021 | Criação: Christian Linke e Alex Yee | 18 episódios em 2 temporadas (41 min por episódio) | Classificação: 16+ | Onde assistir: Netflix

The Last of Us (2023) 

Imagem promocional da série The Last of Us focada em Joel e Ellie. Eles estão de costas um para o outro em frente a uma parede clara, que está tomada por ramificações de fungos e cogumelos secos da infecção Cordyceps. Joel e Ellie olham fixamente para a câmera com uma expressão séria.

Após uma infecção devastar a humanidade, Joel (Pedro Pascal) recebe a missão de escoltar a jovem Ellie (Bella Ramsey) através dos Estados Unidos. Durante a jornada, os dois enfrentam infectados, grupos violentos e escolhas difíceis que colocam à prova tudo o que resta de sua humanidade.

Assim como nos jogos lançados pra PlayStation, a ação existe, mas nunca é o elemento principal. O que realmente faz a série funcionar é a relação construída entre os protagonistas e as reflexões sobre amor, perda, família e sobrevivência.

A adaptação mantém a essência emocional do game e expande momentos importantes da história. O resultado é uma série pós-apocalíptica que emociona tanto quem jogou quanto quem tá conhecendo esse universo pela primeira vez.

The Last of Us | 2023 | Criação: Craig Mazin e Neil Druckmann | 16 episódios em 2 temporadas (63 min por episódio) | Classificação: 16+ | Onde assistir: Max e Prime Video

Vai dar o play?

Seja pela nostalgia de revisitar universos clássicos dos games, seja pela curiosidade de conhecer essas histórias pela primeira vez, cada uma dessas produções prova que videogames também podem render ótimos filmes e séries de TV. E não tem sensação melhor pra um fã do que ver aqueles universos que o marcaram ganhando vida na tela de forma respeitosa, emocionante e divertida.

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