Sexta-feira Muito Louca: pra se sentir na vibe dos anos 2000

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Dani Vieira

Mãe e filha trocam de corpo e a casa vira um caos. Sexta-feira Muito Louca é nostalgia pura dos anos 2000 com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis.

Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan em cena de Sexta-feira Muito Louca, as duas com expressão de surpresa em um quarto

Tem filme que não precisa de motivo pra rever. Sexta-feira Muito Louca (Freaky Friday) é desse tipo: eu coloco pra rodar e em dez minutos já estou de volta em 2003, com todas as cores, músicas e drama adolescente que esse período entregava sem cerimônia.

O que eu mais gosto nos filmes dos anos 2000 era justamente isso: eles conseguem transformar situações completamente absurdas em histórias divertidas. É uma época de trilhas sonoras marcantes, visuais e personagens difíceis de esquecer, que parecem acompanhar a gente durante toda a adolescência.

Então, se você cresceu nos anos 2000 ou simplesmente quer descobrir por que esse clássico continua conquistando novas gerações, vem comigo relembrar tudo o que faz Sexta-feira Muito Louca valer cada replay.

O que acontece no filme

Anna Coleman (Lindsay Lohan) é uma adolescente que não suporta a mãe. Tess Coleman (Jamie Lee Curtis) é uma mãe que não entende a filha. Depois de uma briga no restaurante chinês, as duas acordam no corpo uma da outra e precisam sobreviver o dia inteiro assim: mãe na escola fazendo papel de filha, e filha no consultório psiquiátrico atendendo os clientes da mãe, cada uma tentando não destruir a vida da outra antes da meia-noite.

Depois de uma briga, na manhã seguinte, as duas acordam no corpo uma da outra, e o caos que se segue é exatamente tão divertido quanto parece.

O que o filme faz bem é não ficar só na comédia de situação. Cada uma dentro do corpo da outra começa a entender, na prática, por que a outra age do jeito que age. Não é nada que você não espere, mas funciona porque Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis entregam as duas personagens com uma precisão que poucos filmes de comédia conseguem.

A cena da banda não vai sair da sua mente

Há um momento em a escola de Anna faz um evento para os estudantes, e a banda de Anna decide se apresentar. Mas no dia da apresentação Anna está no corpo da mãe, que sobe no palco com a banda e toca guitarra alucinadamente. É a cena que resume tudo o que o filme quer dizer: ser vista do jeito certo, no momento certo, mesmo que dentro de uma situação completamente errada. Eu assisti várias vezes e essa cena sempre me deixa vidrada na tela.

A vibe dos anos 2000 em seu estado puro

Esse filme é um tipo de nostalgia boa. As roupas, o cabelo, a trilha sonora com punk pop do começo ao fim, tudo aqui é anos 2000 sem filtro. Quem curtiu Meninas Malvadas (2004) ou Confissões de uma Garota Invisível (2004) vai sentir o mesmo prazer de voltar pra esse período sem precisar explicar pra ninguém por quê.

Vai dar o play?

Sexta-feira Muito Louca é leve, rápido e honesto. Não tenta ser mais do que é, e é exatamente por isso que funciona tão bem. Eu indico pra qualquer pessoa que quer uma hora e meia de diversão sem culpa e com muita nostalgia dos anos 2000.

Sexta-feira Muito Louca | 2003 | Direção: Mark Waters | 1h37 | Classificação: Livre |
Onde assistir: Disney+

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