O Diário de uma Princesa: pra se sentir dentro da realeza

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Dani Vieira

O Diário de uma Princesa mostra que a verdadeira realeza não está na coroa, mas na confiança para ser quem você é.

Anne Hathaway como Mia Thermopolis e Julie Andrews como a rainha Clarisse em cena do baile de O Diário de uma Princesa

Tem filme que faz me faz sonhar com castelos. Tem filme que me faz imaginar bailes, vestidos e coroas. O Diário de uma Princesa (The Princess Diaries) faz tudo isso, mas também faz sentir, por algumas horas, dentro da realeza.

E o mais bonito é perceber que, no fim, a coroa é só um detalhe. O que realmente importa é descobrir o próprio valor.

A narrativa do filme

Antes de chegar aos cinemas, O Diário de uma Princesa conquistou leitores como uma série de livros escrita por Meg Cabot. O filme é uma adaptação do primeiro volume e manteve a essência da história: acompanhar uma adolescente comum que descobre, de uma hora para outra, que faz parte da realeza. 

Mia Thermopolis, interpretada por Anne Hathaway em seu primeiro grande papel no cinema, é uma adolescente tímida, desajeitada e completamente invisível na escola. Tudo muda quando ela descobre que é a herdeira do trono de Genóvia, um pequeno reino europeu governado por sua avó, a rainha Clarisse Renaldi, vivida por Julie Andrews.

De repente, ela precisa aprender etiqueta, postura e tudo o que se espera de uma princesa. Mas o maior desafio não foi usar uma tiara. Foi descobrir quem ela queria ser quando todo mundo parecia já ter decidido isso por ela.

A realeza que existe além da coroa

O que mais gosto nesse filme é que ele nunca diz que Mia se torna especial porque virou princesa. Na verdade, acontece o contrário.

Ela só consegue ocupar esse lugar quando percebe que não precisa deixar de ser ela mesma pra merecê-lo. Anne Hathaway entrega uma protagonista fácil de gostar justamente porque Mia não parece perfeita em nenhum momento. Ela tropeça, erra, fica insegura e tenta encontrar seu espaço em um mundo completamente novo.

Julie Andrews, por sua vez, transmite toda a elegância de quem nasceu pra ser rainha, mas também mostra que liderança tem muito mais a ver com paciência, escuta e generosidade do que com protocolos.

E acho que é por isso que o filme continua encantando novas gerações. No fundo, quase todo mundo já se sentiu deslocado alguma vez. Já teve a impressão de não pertencer ao lugar onde estava ou de não ser suficiente.

Mia mostra que confiança não aparece de uma hora para outra. Ela é construída aos poucos, entre erros, descobertas e pequenas escolhas.

Pra se sentir dentro da realeza

Eu gosto de pensar que O Diário de uma Princesa não é um filme sobre se tornar princesa. É sobre descobrir que cada pessoa tem um valor que não depende da opinião dos outros.

A coroa acaba sendo só um símbolo. O verdadeiro conto de fadas acontece quando Mia entende que não precisa fingir ser outra pessoa pra ocupar o lugar que é dela. Talvez seja por isso que esse filme continue tão querido depois de tantos anos.

Porque ele lembra que a melhor transformação não acontece no visual. Acontece quando cada um finalmente acredita em quem é.

Vai dar o play?

Se você está procurando um filme leve, divertido e daqueles que deixam um sorriso no rosto quando terminam, eu iria nesse sem pensar duas vezes.

Gostou de Encantada? Então vai de O Diário de uma Princesa. Os dois mostram protagonistas descobrindo que coragem, gentileza e autenticidade valem muito mais do que qualquer título de realeza. Alguns contos de fadas terminam com um “felizes para sempre”.

O Diário de uma Princesa termina lembrando que a verdadeira realeza não está na coroa, mas na forma como você escolhe ocupar o seu lugar no mundo.

O Diário de uma Princesa (The Princess Diaries) | 2001 | Direção: Garry Marshall | 1h51min | Classificação: Livre | Onde assistir: Disney+

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