The Doors - O Filme: pra se sentir como um rockstar
The Doors - O Filme acompanha a trajetória de Jim Morrison e faz você sentir a energia de viver como um verdadeiro rockstar.

Nem todo mundo sonha em ser famoso. Mas muita gente já imaginou, nem que fosse por alguns minutos, como seria subir em um palco e ouvir uma multidão cantando junto. The Doors - O Filme (The Doors) captura exatamente essa sensação.
Durante pouco mais de duas horas, você entra no universo de Jim Morrison e da banda The Doors, sente a energia dos shows e entende o porquê o rock transformou tantos músicos em verdadeiros ícones.
Muito além de uma banda de rock
Dirigido por Oliver Stone, o filme acompanha a ascensão da banda The Doors e a trajetória de Jim Morrison, interpretado por Val Kilmer em uma atuação impressionante.
Morrison não era apenas o vocalista da banda. Era poeta, provocador e alguém que parecia viver cada apresentação como se fosse a última.
O filme acompanha o sucesso meteórico da banda, os bastidores dos shows e a personalidade intensa de Morrison, sempre dividida entre a necessidade de criar, a fama e os próprios excessos.
O palco era onde Jim Morrison realmente existia
O que mais gosto em The Doors é que ele consegue mostrar uma sensação difícil de explicar. Quando Morrison sobe ao palco, parece que todo o resto desaparece. Não importa o tamanho da plateia. Não importa quem está assistindo. Existe apenas a música.
E quando “Break On Through (To the Other Side)” começa a tocar, fica fácil entender o motivo de Jim Morrison virou um dos maiores símbolos do rock. A energia da banda toma conta da cena e faz a gente esquecer, por alguns minutos, que está assistindo a um filme, não a um show.
Val Kilmer entrega uma atuação tão convincente que, em vários momentos, parece que estamos vendo o próprio Jim Morrison. A voz, os trejeitos, o jeito de ocupar o palco. Tudo transmite aquela mistura de confiança, mistério e improviso que transformou Morrison em um dos maiores ícones do rock.
Ao mesmo tempo, o filme nunca tenta esconder o preço dessa intensidade. Ele mostra um artista que vive no limite, fascinado pela liberdade, mas constantemente confrontado pelas consequências das próprias escolhas. E acho que é justamente esse contraste que torna a história tão interessante.
Na pele de um rockstar
Eu gosto de pensar que The Doors não é um filme sobre fama. É sobre presença. Sobre aqueles poucos momentos em que você esquece o medo do julgamento e simplesmente faz aquilo que ama.
Nem todo mundo vai subir em um palco diante de milhares de pessoas. Mas quase todo mundo já imaginou, nem que fosse por alguns minutos, como seria viver essa sensação.
É isso que o filme entrega.
Durante pouco mais de duas horas, você entra no universo do rock dos anos 1960, sente a energia dos shows e compreende por que Jim Morrison continua sendo uma figura tão fascinante décadas depois.
Vai dar o play?
Se você gosta de filmes que transformam música em experiência, eu iria nesse sem pensar duas vezes.
Gostou de Bohemian Rhapsody (2018)? Então vai de The Doors. Os dois mostram artistas que transformaram o palco em um espetáculo, mas The Doors segue por um caminho mais psicodélico, intenso e menos preocupado em suavizar os conflitos de seu protagonista.
Quando os créditos sobem, a sensação não é de que você assistiu a uma biografia. É que acabou de sair de um grande show de rock.
The Doors | 1991 | Direção: Oliver Stone | 2h21min | Classificação: 18+
Onde assistir: Prime Video





