Devoradores de Estrelas: ficção científica que faz chorar
Devoradores de Estrelas mistura ficção científica, humor, ação e emoção em uma aventura espacial que me surpreendeu e me fez chorar muito mais do que eu esperava.

Eu já tava bastante curioso pra assistir Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary, 2026) antes mesmo de pensar no que esperar dele. O filme chegou aos cinemas como uma das grandes apostas de Hollywood pra ficção científica em 2026, reunindo Phil Lord e Christopher Miller, a dupla criativa por trás de Homem-Aranha: no Aranhaverso (Spider-Man: Into the Spider-Verse, 2018), na direção. E ainda com Ryan Gosling no papel principal, um ator que vem aparecendo em produções aclamadas e franquias populares como Barbie (2023), Blade Runner 2049 (2017) e La La Land: Cantando Estações (La La Land, 2016).
Fui assistir esperando uma aventura espacial grandiosa, mas encontrei algo muito mais intimista e que me pegou pelo coração. Devoradores de Estrelas é uma ficção científica com humor, ação, mistério e uma grande dose de emoção. E sim, foi um filme que me fez chorar muito mais do que eu imaginei que faria.
Qual é a história de Devoradores de Estrelas?
Ryland Grace (Ryan Gosling) acorda em uma espaçonave perdida no espaço, sem lembrar quem é, onde está ou por qual motivo foi colocado naquela missão. Aos poucos, suas memórias começam a voltar e ele descobre que foi enviado em uma missão desesperada pra descobrir por que o Sol está perdendo sua energia e encontrar uma maneira de impedir uma possível extinção da humanidade.
Enquanto tenta resolver esse problema praticamente impossível, Ryland também se lembra das pessoas envolvidas no projeto, como Eva Stratt (Sandra Hüller), responsável por coordenar a missão, e dos astronautas Yao Li-Jie (Ken Leung) e Olesya Ilyukhina (Milana Vayntrub). Só que a maior surpresa da jornada acontece quando Ryland percebe que talvez não esteja tão sozinho no espaço quanto imaginava e encontra Rocky (James Ortiz), uma criatura extraterrestre que acaba se tornando fundamental pra sua missão.
O filme adapta o livro de Andy Weir
Devoradores de Estrelas é uma adaptação do livro homônimo de Andy Weir, publicado originalmente em 2021, mas que teve seus direitos de adaptação cinematográfica comprados antes mesmo de sua publicação oficial.
Weir ficou conhecido mundialmente pelo livro Perdido em Marte, que também ganhou uma adaptação cinematográfica, e construiu sua carreira misturando conceitos científicos, situações extremas e personagens que precisam encontrar soluções criativas pra problemas aparentemente impossíveis.
As histórias de Weir funcionam muito bem por conseguir transformar ciência complexa em entretenimento, adicionando o humor e o lado humano das histórias. O livro de Devoradores de Estrelas foi finalista do prêmio Hugo e venceu o prêmio Goodreads de ficção científica em 2021, além de ter sido destacado como um best-seller do New York Times.
Uma história de ficção científica com alma e coração

Fui cheio de expectativa pra assistir ao filme, porque só o trailer já tinha me deixado arrepiado e com lágrimas nos olhos. Parecia exatamente o tipo de história que me faria torcer pelo personagem, pelo sucesso da missão e por cada pequena vitória ao longo de uma jornada emocionante. Uma verdadeira montanha-russa de emoções.
Dito e feito. Devoradores de Estrelas é exatamente esse filme.
Desde quando saímos da era dos filmes com cachorros fofos que fazem chorar e entramos na era dos filmes de ficção científica com seres extraterrestres carismáticos que fazem chorar? Jamais imaginei que choraria com uma cena que deveria ser cômica, mas que também é muito trágica e dramática. Quando Sandra Hüller aparece cantando “Sign Of The Times”, do Harry Styles, eu simplesmente desabei. E o pior é que eu amei cada segundo. A música combina muito com o contexto do filme e saber que Hüller foi quem escolheu a canção pra cena traz mais significado.
É uma história de ficção científica cheia de alma e coração, algo que eu não acho tão comum de encontrar no gênero. O roteiro e o elenco transitam muito bem entre os momentos de seriedade, drama e comédia, e essa capacidade de mudar de tom sem parecer abrupto é um dos maiores trunfos da produção.
Acho que todo mundo deveria assistir ao filme. Ele entrega muito bom humor pra quem gosta de rir, ótimas atuações, muito drama pra quem gosta de alimentar os sentimentos que fazem chorar ao extremo, momentos enérgicos e divertidos de ação, cenas que fazem os olhos brilharem com a beleza do espaço sideral e até mesmo algumas reviravoltas que eu não estava esperando.
Devoradores de Estrelas vale seu tempo?
Eu sei que Devoradores de Estrelas pode não gerar a mesma expectativa em todo mundo. Ficção científica com mais de duas horas e meia, cheia de ciência, espaço e problemas pra resolver pode parecer uma experiência específica demais. Mas, pra mim, o filme vale cada segundo da experiência.
Mais do que uma aventura espacial, eu saí dele com a sensação de que estava enxergando a humanidade e os mistérios do universo de um jeito um pouco diferente. Se você já gosta de Perdido em Marte (The Martian, 2015), acho que tem grandes chances de gostar desse filme também, porque os dois compartilham essa mistura de ciência, sobrevivência, humor e um protagonista tentando resolver problemas impossíveis.
Agora, se você gosta de Marley & Eu (Marley & Me, 2008) e Sempre Ao Seu Lado (Hachi: A Dog's Tale, 2009), também pode colocar esse na lista, já que os filmes compartilham essa mesma capacidade de transformar a relação com um outro ser vivo em uma fonte enorme de emoção. Não vou contar spoilers, mas prometo uma coisa: você pode assistir Devoradores de Estrelas sem medo de sofrer com qualquer tipo de falecimento animal. É só dar o play!
Devoradores de Estrelas | 2026 | Direção: Phil Lord e Christopher Miller | 2h 36min | Classificação: 14+ | Onde assistir: Apple TV, Claro TV+ e Prime Video




