
O AUTO DA COMPADECIDA
Filme
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Comédia
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Drama
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Fantasia
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Romance
2000
AVALIAÇÕES
AÇÕES
Sinopse Oficial
As aventuras dos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora. Adaptação da obra de Ariano Suassuna.
TRAILERS, TEASERS E AQUELA ESPIADINHA
MAIS INFORMAÇÕES
O Auto da Compadecida (2000) é a versão para cinema de uma comédia que o público brasileiro praticamente sabe de cor. Dirigido por Guel Arraes, o longa pega o sertão paraibano, o humor do cordel e a tradição do teatro popular de Ariano Suassuna e entrega algo que funciona tanto na sessão de domingo quanto na aula de literatura. Se você caiu nesta página atrás da ficha, do elenco ou de onde assistir, é tudo o que vem a seguir.
O que esperar e pra quem é
A pegada é de comédia popular com fundo dramático, ritmo de quem cresceu vendo teatro de feira e timing de elenco afiado. Não é um filme de um ou dois personagens marcantes: a galeria toda gruda na memória, do padre ao cangaceiro. Serve para a família inteira, já que a classificação é Livre, e costuma converter até quem torce o nariz para cinema nacional. Quem procura humor regional sem perder a crítica social ao poder e à fé cega encontra exatamente isso.
Contexto: da peça de 1955 à tela grande
A base é a peça Auto da Compadecida, escrita por Ariano Suassuna em 1955, mas o roteiro de Arraes com Adriana Falcão e João Falcão também costura elementos de outras obras do autor, como O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, além de influências de Boccaccio e Shakespeare.
Um detalhe importante para não confundir versões: o filme é uma adaptação de formato da minissérie homônima, exibida em 1999 pela TV Globo. Ou seja, o longa de 2000 é a remontagem em formato de cinema daquele material. As filmagens foram feitas em 1999, na cidade de Cabaceiras, no sertão do Cariri paraibano.
Atenção a homônimos na hora de buscar: existe Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), que é outra obra, e existe a continuação direta, O Auto da Compadecida 2, lançada em dezembro de 2024, com Guel Arraes novamente na direção, agora ao lado de Flávia Lacerda. Esta página trata apenas do longa de 2000.
Destaques e recepção
O alcance foi enorme. A obra passou de dois milhões de espectadores e foi o filme brasileiro de maior bilheteria do ano 2000. No principal prêmio do período, o saldo também foi forte: no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o filme venceu melhor diretor, melhor roteiro, melhor ator (Nachtergaele) e melhor lançamento, e ainda concorreu a melhor filme, perdendo para Eu, Tu, Eles. Para situar o status de clássico, em 2015 o longa entrou na lista da Abraccine dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Perguntas frequentes
Preciso ver a minissérie de 1999 antes? Não. O filme é uma versão fechada e autônoma do mesmo material, então funciona sozinho.
Tem continuação? Sim. O Auto da Compadecida 2 chegou em 2024, com a mesma dupla de protagonistas.
É o mesmo filme dos Trapalhões? Não. Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987) é outra produção, baseada na mesma peça, com elenco e abordagem diferentes.
Em que obra é baseado? Na peça de Ariano Suassuna de 1955, com elementos de outros textos do autor.
ELENCO
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