5 vilões piores que Thanos e Doutor Destino
Galactus, Capitão Pátria, Ultron e mais: indicamos 5 filmes, séries e animações com vilões piores que Thanos e Doutor Destino, o Doom da Marvel. Vem ver.

Thanos e Doom, também conhecido como Doutor Destino, estão entre os vilões mais famosos da Marvel. Mas não são os piores. Separamos 5 filmes, séries e animações com vilões que destroem mais, sentem menos culpa e, em alguns casos, não têm desculpa pra isso.
Antes de começar, um combinado: aqui, pior não quer dizer o mais forte. Quer dizer pior como indivíduo, aquele que tem menos ideais e menos empatia pelo próximo. Tem vilão nesta lista que perderia uma luta pro Thanos e, mesmo assim, assusta bem mais que ele.
O que faz um vilão de quadrinhos marcar tanto
Todo herói precisa de alguém à altura. Nos quadrinhos, o vilão funciona como um espelho: mostra o que o herói poderia virar se escolhesse o caminho errado. Com o tempo, os vilões ganharam passado, motivo e até um pouco de razão. Às vezes, muita razão.
Por isso, tem tanta gente que sai do cinema dividida sobre o Thanos. E provavelmente vai sair dividida sobre o Doom também.
Quem são Thanos e Doom, conhecido como Doutor Destino
Thanos foi criado pelo artista Jim Starlin e apareceu pela primeira vez em 1973, numa revista do Homem de Ferro. O nome vem de Tânatos, ideia de Sigmund Freud sobre o impulso humano em direção à morte. O visual tem parente na concorrência: Starlin admitiu que se inspirou no vilão da DC, Darkseid.
Pra gente, Thanos é um deus louco, mas com um bom motivo. Ele acreditava que, eliminando metade dos seres vivos do universo, os recursos dariam pra todo mundo e ninguém mais passaria fome. A lógica é meio torta, porque daria pra resolver de outro jeito. Mesmo assim, existe um porquê por detrás da destruição.
Doom, também conhecido como Doutor Destino, é o vilão Victor von Doom. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, ele estreou em 1962, numa revista do Quarteto Fantástico. É um gênio da ciência e governa a Latvéria, um país inventado da Europa Central.
Achamos o Doom ainda mais estrategista que o Thanos. Nos cinemas, ele vai ganhar ainda mais holofotes: Robert Downey Jr., o eterno Homem de Ferro, volta à Marvel como vilão em Vingadores: Doutor Destino (Avengers: Doomsday, 2026), que estreia em dezembro. É um herói virando vilão, tema que aparece mais de uma vez nesta lista.
Como os quadrinhos chegaram ao cinema e à animação
O primeiro super-herói dos quadrinhos a aparecer no cinema com atores de verdade foi o Capitão Marvel, que hoje se chama Shazam. Isso aconteceu em 1941, com As Aventuras do Capitão Marvel (Adventures of Captain Marvel, 1941), um seriado de 12 capítulos do estúdio Republic Pictures.
No mesmo ano, o Superman ganhou uma série de 17 desenhos animados feita pelos irmãos Max e Dave Fleischer. Aliás, tem um detalhe curioso: o voo do Superman nasceu na animação. Nos quadrinhos, ele só dava saltos enormes. Os animadores acharam que isso ficava estranho na tela e pediram pra DC deixar o herói voar. Dito e feito: a editora gostou tanto que o voo se tornou marca do herói.
Dos seriados de 1941 pra cá, os vilões só cresceram. Alguns passaram até do ponto. A lista começa com dois títulos que têm cara de quadrinho antigo e termina com um herói que virou vilão, bem no clima do que vem por aí em Vingadores: Doutor Destino.
1. Apocalipse em X-Men '97 (2ª temporada, 2026)

A 2ª temporada de X-Men '97 começa logo depois do fim da primeira, com o time espalhado no tempo. Uma parte vai parar no Egito Antigo, onde Apocalipse ainda se chama En Sabah Nur e lidera uma revolta contra um faraó cruel. Outra parte cai num futuro distante, no auge do reinado dele.
Apocalipse é o primeiro mutante e um dos inimigos mais difíceis de vencer dos X-Men. A temporada mostra o começo e o auge do reinado dele. Nenhum desenho dos X-Men tinha mergulhado tanto na origem desse personagem.
Curiosidade: o faraó cruel se chama Rama-Tut e, nos quadrinhos, é uma das versões do Kang, vilão da Marvel que viaja no tempo. É o reinado brutal dele que desperta a sede de vingança de En Sabah Nur. Na versão original, Ross Marquand faz a voz do Professor Xavier e do Apocalipse. Guarda esse nome, porque ele volta mais pra frente nessa lista.
Achamos que a série acertou ao contar essa origem. En Sabah Nur foi escravizado e tratado como lixo por ser mutante. Esse ódio vira combustível: o objetivo de vida dele passa a ser destruir a humanidade e colocar os mutantes no topo. É um ótimo personagem, porque fala de quem é oprimido e mostra até onde o ódio pode levar. É aquela velha história do oprimido que vira opressor.
Assim como o Thanos, ele tem motivo. Só que transformou a própria dor em ódio contra todas as gerações de humanos, sem exceção. Na força, achamos que nem Thanos nem Doutor Destino seriam grande ameaça pra esse personagem. Os poderes dele são enormes e, com certeza, dão conta de equipes inteiras de X-Men.
Essa série funciona pra quem cresceu vendo desenhos de super-heróis nos anos 90 ou curte um quadrinho antigo. X-Men '97 continua X-Men: A Série Animada (X-Men: The Animated Series, 1992) exibida até 1997, mantendo os uniformes clássicos e o traço do desenho antigo, bem fiel aos quadrinhos.
X-Men '97 | 2024 | Direção: Jake Castorena e Chase Conley | 2 temporadas, 19 episódios (32 minutos por episódio) | Onde assistir: Disney+
2. Galactus em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps, 2025)

Em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Johnny Storm (Joseph Quinn) e Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) são os heróis de um universo paralelo, a Terra-828. Eles ganharam poderes depois de uma missão no espaço que deu errado.
A paz acaba quando a Surfista Prateada (Julia Garner) chega avisando que Galactus (Ralph Ineson), o Devorador de Mundos, vem aí pra comer a Terra. Ele é um ser cósmico gigante que se alimenta de planetas inteiros.
Esse vilão foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1966, numa revista do Quarteto Fantástico. A estreia dele no cinema foi em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer, 2007). Só que ali Galactus vira uma nuvem cósmica gigante, sem corpo e sem rosto. Como fãs, não dava pra perdoar. Em 2025, ele finalmente aparece como o gigante que os leitores conheciam pelos quadrinhos.
Achamos o filme legal. Comparado com a Marvel de antes, não é um dos melhores filmes produzidos. Mas, dentro da nova fase, está entre os melhores. Tem bastante ação, não perde tempo recontando a origem que todo mundo já conhece e vai direto à história principal. Também funciona como um prólogo do que vem em Vingadores: Doutor Destino.
Já o Galactus é um vilão totalmente animal. Ele não tem noção do que faz, só sente fome, uma fome que nunca acaba. Com isso, vai destruindo planeta por planeta. Thanos e Doom têm um plano maior pra justificar o estrago. Galactus não. Por isso gostamos dele: é um ser de destruição, sem motivo e sem porquê.
De quebra, é um dos vilões mais fortes da Marvel. Nos quadrinhos, os dois já se enfrentaram mais de uma vez. Sem a Manopla do Infinito, o Thanos levou a pior contra ele. Com a Manopla, foi o Thanos quem prendeu o Galactus e outras entidades cósmicas. Ou seja, numa briga sem as Joias, o Galactus colocaria o Thanos no lugar dele.
Esse filme funciona muito pra quem curte histórias de heróis mais antigas. O universo do filme tem cara de outra época, cheio de referências e com reviravoltas que vêm direto dos quadrinhos.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps) | 2025 | Direção: Matt Shakman | Onde assistir: Disney+
3. Capitão Pátria em The Boys (2019 a 2026)

Em The Boys, os super-heróis são tratados como celebridades e controlados por uma empresa poderosa, a Vought. Um grupo de pessoas comuns tenta mostrar ao mundo quem eles são de verdade. A série teve 5 temporadas e terminou em maio de 2026.
O vilão aqui é o Capitão Pátria (Antony Starr), o herói mais poderoso da Vought. Na temporada final, ele está no comando da empresa e toma o controle dos Estados Unidos.
Essa série é do mesmo criador de Sobrenatural (Supernatural, 2005), Eric Kripke. Ela é baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson. O Capitão Pátria, inclusive, já invadiu o mundo dos videogames. Virou lutador jogável em Mortal Kombat 1 (2023), num conteúdo extra pago, mas sem a voz de Antony Starr.
The Boys é uma crítica a todas as outras histórias de super-herói e, por isso, já começa com violência acima da média. Gostamos muito da série. O Capitão Pátria é como um Superman já corrompido, criado em laboratório e bem mais perto da vida real. Ele não liga pros humanos, nem pras consequências dos seus atos. Faz porque pode. É um bom personagem, mas difícil de gostar. No fundo, é um grande ditador.
Ele é diferente do Thanos e do Doom porque não tem motivo nenhum. Ele se acha um deus, se acha superior a todo mundo, bom, o poder subiu à cabeça. Mas, numa luta, achamos que perderia pros dois. O Thanos é estrategista, o Doom é ainda mais, e o Capitão Pátria não teria poder pra encarar as Joias do Infinito. Ou seja, é mais fraco, mais arrogante e muito pior como pessoa.
Pra quem gosta de crítica social e está cansado de filmes de super-heróis clichês, essa é a pedida certa. Só um aviso: a série é 18+, com muita, muita violência.
The Boys | 2019 | Criação: Eric Kripke | 5 temporadas, 40 episódios (cerca de 60 minutos por episódio) | Onde assistir: Prime Video
4. Ultron em E Se...? (What If...?, 1ª temporada, 2021)

E Se...? é uma animação que imagina o Universo Marvel com a história indo por outro caminho. Quem acompanha tudo é o Vigia (Jeffrey Wright), um ser que observa os universos e não deveria interferir em nada. O que não quer dizer que ele sempre siga essa regra.
Nos dois últimos episódios da 1ª temporada, o Ultron (Ross Marquand) vence. Nessa versão, ele consegue ficar com o corpo que, nos filmes, virou o Visão. Destrói a Terra, pega as Joias do Infinito, acaba com a vida no universo e descobre que existem outros universos pra conquistar e destruir.
Aliás, vale uma curiosidade: Ross Marquand, o mesmo dublador do Apocalipse e do Xavier em X-Men '97, dá voz ao Ultron no lugar de James Spader, o Ultron dos filmes. E um detalhe pra quem é fã, acontece um encontro com o Thanos e ele é bem rápido. É só isso que vamos contar antes de você assistir.
O Ultron é diferente dos outros. Ele foi criado por humanos e se revolta contra o próprio criador. É um retrato do que pode acontecer se a gente der poder demais pra uma inteligência artificial. Geoffrey Hinton, ganhador do Nobel de Física de 2024, já alertou que sistemas de IA podem um dia sair do controle humano.
O Ultron olha pro planeta e conclui que o problema são os humanos: eles se destroem, destroem o planeta e acabam com a própria vida. Na nossa opinião, ele não está totalmente errado, porque o problema não é a conclusão que ele chega, mas sim a solução, extrema demais. E, em E Se...?, esse ódio não fica só nos humanos. Ele espalha o poder pelo universo e pelo multiverso, a ponto de só um ser superior ser capaz de encarar a briga.
O Ultron é pura lógica. Foi criado pra ajudar o planeta e, nessa ideia louca, passou a acreditar que pra resolver o problema do planeta tinha de acabar com os seres humanos. E, pra salvar o universo, é acabar com todos os seres vivos. Na força, não tem disputa: ele tem as mesmas Joias e os mesmos poderes do Thanos, além de produzir Ultrons em massa. O Thanos cairia muito fácil.
Essa série funciona pra quem é curioso e gosta de imaginar como seria se a história tivesse outro final. Aqui, o vilão vence o herói, e a gente vê o resultado.
E Se...? (What If...?) | 2021 | Criação: A.C. Bradley | 3 temporadas, 26 episódios (31 minutos por episódio) | Onde assistir: Disney+
5. Superman em Injustice (2021)

Em Injustice, o Coringa engana o Superman e faz o herói matar Lois Lane. Abalado, o Superman decide tomar o controle da Terra pra proteger a humanidade do jeito dele. Pra impedir, Batman monta uma equipe de heróis. É um mundo alternativo da DC, em que os dois lados entram na mesma guerra.
Essa história nasceu de um jogo de luta chamado Injustice: Gods Among Us (2013), criado pelo estúdio NetherRealm, o mesmo da série de jogos Mortal Kombat. Depois, o roteirista Tom Taylor contou nos quadrinhos o que aconteceu antes do jogo, e o filme se inspira nos dois. Ou seja, o Capitão Pátria e o Superman de Injustice passaram pelas mãos do mesmo estúdio.
Achamos Injustice um filme muito bom, porque mostra o que acontece com um super-herói se ele for corrompido. Poder nem sempre é bom: pode corromper até o ser mais puro do universo. Essa é uma ótima referência pro que vem em Vingadores: Doutor Destino, em que o ator que viveu o maior herói da Marvel volta como vilão.
Como o Thanos, o Superman de Injustice tem motivo. O Coringa o fez destruir o que mais amava. A partir daí, ele se revolta contra os vilões e tenta algo parecido com o que o Homem de Ferro queria fazer na própria Marvel: cercar o mundo com uma armadura. Ele toma medidas extremas por medo de perder mais alguém. Numa luta, seria páreo duro pros dois. Achamos que o Doom ganharia. O Thanos, não.
Esse filme funciona pra quem gosta muito de jogos de luta e de histórias de pancadaria entre heróis. E não só isso: também funciona pra quem quer ver o que acontece quando o herói vive tempo demais e vira o vilão.
Injustice | 2021 | Direção: Matt Peters | Onde assistir: HBO Max
Na sua opinião, qual desses vilões é o pior?
Depende de quem assusta mais você. O Galactus destrói sem pensar. O Ultron destrói pensando demais. O Apocalipse e o Superman de Injustice têm uma dor por trás. E o Capitão Pátria não tem desculpa nenhuma. Então, dá tempo de maratonar todos antes de Vingadores: Doutor Destino chegar aos cinemas, em dezembro, e decidir qual deles é o pior pra você.







