Ao defender sua vila do ataque de um deus-javali corrompido pelo ódio, o jovem príncipe Ashitaka é infectado por uma maldição mortal que lhe concede força sobre-humana, mas que lentamente consumirá sua vida. Em busca de uma cura, ele viaja para o oeste e se vê no centro de uma guerra sangrenta entre duas forças irreconciliáveis.
De um lado, a Cidade de Ferro (Tataraba), liderada pela ambiciosa Lady Eboshi, que desmata a floresta para produzir armas de fogo e dar refúgio aos marginalizados da sociedade. Do outro, os deuses animais e a Tribo dos Lobos, liderados por San — uma garota humana criada na selva e conhecida como a Princesa Mononoke —, que lutam desesperadamente para proteger a natureza da aniquilação.
Diferente de contos de fadas tradicionais, A Princesa Mononoke é um épico implacável onde não existem vilões ou heróis absolutos. A genialidade da direção de Hayao Miyazaki está em mostrar a humanidade de Lady Eboshi, que destrói a floresta, mas acolhe leprosos e mulheres oprimidas, ao mesmo tempo em que expõe a fúria cega e assustadora da natureza lutando por sobrevivência.
A obra é um marco na discussão ambiental e um estudo profundo sobre a coexistência e o ódio. Se a brutalidade poética dessa guerra despertou o seu interesse pelas motivações de cada lado, e se você ficou curioso para saber um pouco mais sobre a Princesa Mononoke, confira o catálogo especializado.
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