Informações pessoais
Conhecido por
Escritora
Gênero
Feminino
Nascimento
18 de julho de 1943
Local de nascimento
Botucatu, São Paulo, Brazil
Biografia
Maria de Lourdes Torres de Assunção, conhecida como Leilah Assumpção, é uma dramaturga e pedagoga brasileira. O apelido Leilah foi dado pelo irmão quando ela era pequena. Em 1964 formou-se pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, FFLCH/USP. O principal assunto tratado em suas peças é a mulher e sua situação na sociedade. Suas obras exploram a falta de questionamento feminino por parte da própria mulher, além de criticar a composição da sociedade moderna e capitalista, onde o mais importante é o dinheiro e as aparências. Em comemoração aos 40 anos de carreira foi montado o monólogo Adorável Desgraçada com Débora Duarte, direção de Otávio Müller, cenários e figurinos de Bia Lessa. Surge entre os dramaturgos que se projetam em torno de 1969 e evidencia especial talento para compor figuras femininas densas, empregando esta ótica para flagrar os conflitos sociais e os jogos de poder. Estudou teatro com Eugênio Kusnet, Renata Pallottini e Miroel Silveira nos anos 60, quando trabalha como manequim de alta costura e, esporadicamente, como atriz. Sua estreia dá-se em 1969, em São Paulo, com a peça Fala Baixo Senão Eu Grito, dirigida por Clóvis Bueno, e premiada com o Prêmio Molière e o da APCT (Associação Paulista de Críticos Teatrais). O material permite a Marília Pêra brilhar no papel de uma solteirona perpassada por recalques e frustrações que empreende libertária, divertida e, às vezes, cruel viagem existencial, guiada por um homem que invade seu quarto. A peça teve, desde então, dezenas de montagens no Brasil e no exterior. Sua segunda criação, Jorginho, o Machão, novamente com direção de Clóvis Bueno, em 1970, traz um protagonista masculino. Não possui os méritos da obra anterior, mas confirma qualidades, destacando, através de monólogos interiores, a fuga para a evasão onírica. A montagem carioca de Amanhã, Amélia, de Manhã, com direção de Aderbal Freire Filho, em 1973, prejudicada por cortes e produção deficiente, não é bem-sucedida. Reestruturada e com uma inteligente encenação de Antônio Abujamra, é rebatizada como Roda Cor de Roda na montagem paulista de 1975, aprofundando a análise sobre a mulher. Disseca o mito de um eterno feminino que valoriza a mulher bem comportada, servil, meiga, modesta, e dedicada dona de casa, mostrando, de modo provocativamente grotesco, seus caminhos de libertação. Irene Ravache destaca-se no papel. Também esse texto conhece numerosas montagens brasileiras e algumas no exterior. A Kuka de Kamaiorá, premiada no concurso de dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro, em 1975, é sua obra menos realista: uma fábula em que a protagonista engravida, contrariando as normas do regime ditatorial, e cujo feto resiste a todas as tentativas de aborto executadas pelas forças repressivas. A peça é montada por Jorge Takla em 1983, em São Paulo, numa adaptação ópera-rock intitulada O Segredo da Alma de Ouro, sem maior destaque. Durante alguns anos, dedica-se à teledramaturgia, sendo a autora das novelas Venha Ver o Sol na Estrada, dirigida por Antunes Filho em 1974; e Um Sonho a Mais, em 1985, além das minissérie Avenida Paulista, de 1982, e Moinhos de Vento, de 1983, ambas com Daniel Más. Esteve no Festival Internacional de Dramaturgas, em Buffalo, nos Estados Unidos, em 1988, representando o Brasil.
Produções em que Leilah Assunção participou
Informações pessoais
Conhecido por
Escritora
Gênero
Feminino
Nascimento
18 de julho de 1943
Local de nascimento
Botucatu, São Paulo, Brazil
Leilah Assunção
Biografia
Maria de Lourdes Torres de Assunção, conhecida como Leilah Assumpção, é uma dramaturga e pedagoga brasileira. O apelido Leilah foi dado pelo irmão quando ela era pequena. Em 1964 formou-se pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, FFLCH/USP. O principal assunto tratado em suas peças é a mulher e sua situação na sociedade. Suas obras exploram a falta de questionamento feminino por parte da própria mulher, além de criticar a composição da sociedade moderna e capitalista, onde o mais importante é o dinheiro e as aparências. Em comemoração aos 40 anos de carreira foi montado o monólogo Adorável Desgraçada com Débora Duarte, direção de Otávio Müller, cenários e figurinos de Bia Lessa. Surge entre os dramaturgos que se projetam em torno de 1969 e evidencia especial talento para compor figuras femininas densas, empregando esta ótica para flagrar os conflitos sociais e os jogos de poder. Estudou teatro com Eugênio Kusnet, Renata Pallottini e Miroel Silveira nos anos 60, quando trabalha como manequim de alta costura e, esporadicamente, como atriz. Sua estreia dá-se em 1969, em São Paulo, com a peça Fala Baixo Senão Eu Grito, dirigida por Clóvis Bueno, e premiada com o Prêmio Molière e o da APCT (Associação Paulista de Críticos Teatrais). O material permite a Marília Pêra brilhar no papel de uma solteirona perpassada por recalques e frustrações que empreende libertária, divertida e, às vezes, cruel viagem existencial, guiada por um homem que invade seu quarto. A peça teve, desde então, dezenas de montagens no Brasil e no exterior. Sua segunda criação, Jorginho, o Machão, novamente com direção de Clóvis Bueno, em 1970, traz um protagonista masculino. Não possui os méritos da obra anterior, mas confirma qualidades, destacando, através de monólogos interiores, a fuga para a evasão onírica. A montagem carioca de Amanhã, Amélia, de Manhã, com direção de Aderbal Freire Filho, em 1973, prejudicada por cortes e produção deficiente, não é bem-sucedida. Reestruturada e com uma inteligente encenação de Antônio Abujamra, é rebatizada como Roda Cor de Roda na montagem paulista de 1975, aprofundando a análise sobre a mulher. Disseca o mito de um eterno feminino que valoriza a mulher bem comportada, servil, meiga, modesta, e dedicada dona de casa, mostrando, de modo provocativamente grotesco, seus caminhos de libertação. Irene Ravache destaca-se no papel. Também esse texto conhece numerosas montagens brasileiras e algumas no exterior. A Kuka de Kamaiorá, premiada no concurso de dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro, em 1975, é sua obra menos realista: uma fábula em que a protagonista engravida, contrariando as normas do regime ditatorial, e cujo feto resiste a todas as tentativas de aborto executadas pelas forças repressivas. A peça é montada por Jorge Takla em 1983, em São Paulo, numa adaptação ópera-rock intitulada O Segredo da Alma de Ouro, sem maior destaque. Durante alguns anos, dedica-se à teledramaturgia, sendo a autora das novelas Venha Ver o Sol na Estrada, dirigida por Antunes Filho em 1974; e Um Sonho a Mais, em 1985, além das minissérie Avenida Paulista, de 1982, e Moinhos de Vento, de 1983, ambas com Daniel Más. Esteve no Festival Internacional de Dramaturgas, em Buffalo, nos Estados Unidos, em 1988, representando o Brasil.





